Proteção sexual: uma questão de vida e saúde

Para debater certos assuntos com clareza, às vezes o melhor é ir direto ao ponto: neste artigo, vamos falar de proteção sexual. Você pode até pensar que já sabe tudo, mas não interrompa a leitura neste primeiro parágrafo! 

Na hora do desejo, todos os riscos de uma relação desprotegida parecem desaparecer. Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), gravidez indesejada e vazamento de nudes enviados durante o sexo virtual parecem coisas que só acontecem com os outros. A questão é que, depois daqueles minutos de prazer, problemas sérios podem ficar para o resto da sua vida. 

ISTs

A cada ano, aproximadamente seis milhões de novos casos de sífilis são diagnosticados no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nos países em desenvolvimento – que concentram a maioria desses casos -, a sífilis é considerada uma doença endêmica. 

No Brasil, essa e outras ISTs (HIV/aids, gonorreia, clamídia, etc.) atingem em cheio os adolescentes e jovens adultos, grupos que mais contribuem para o aumento das estatísticas. 

Entre 2010 e 2020, os casos de sífilis em jovens de 13 a 19 anos de idade aumentou mais de 1.600%, no Brasil! 

Camisinha sempre!

A eficácia da camisinha precisa ser avaliada sob o aspecto da prevenção à gravidez indesejada ou às ISTs. Quando usada corretamente, a camisinha apresenta uma eficácia de 98% contra a gravidez. Esse índice cai para 85% quando o preservativo é colocado sem o cuidado necessário. Já para as infecções sexuais, a eficácia varia de doença para doença. No caso do HIV, o risco de transmissão é praticamente nulo, desde que a camisinha seja colocada de forma correta. O preservativo também é válido (porém não infalível) para evitar outras doenças, a exemplo de gonorreia, clamídia, sífilis, herpes genital, HPV e hepatite B.

Como “vestir” a camisinha?

  • Compre o preservativo com selo do Inmetro, dentro do prazo de validade, em locais autorizados. Se a embalagem estiver danificada, recuse.
  • A camisinha deve ser do tamanho adequado para o pênis. Se for pequena demais, pode estourar. Se fora maior do que o ideal, pode se soltar durante o ato sexual. 
  • A camisinha deve ser armazenada em locais longe do calor e da umidade. Na carteira, a validade é de apenas um mês.
  • Não reutilize o preservativo, mesmo que a segunda vez seja com o (a) mesmo (a) parceiro (a).
  • Só abra a embalagem na hora de usar a camisinha. Cuidado para não rasgá-la e evite materiais cortantes para abri-la. Não abra com os dentes! 
  • Com o pênis ereto, coloque a camisinha na glande (cabeça), segurando a ponta para evitar que o reservatório de esperma encha de ar (se colocada corretamente, o reservatório ficará murcho, sem ar).
  • Desenrole a camisinha até a base do pênis.
  • As camisinhas já vêm lubrificadas. Caso precise lubrificar mais, use produtos à base de água para não danificar o látex.
  • A camisinha deve ser trocada sempre que houver mudança de sexo vaginal para anal ou oral.
  • A camisinha feminina também funciona, tanto para a prevenção de doenças quanto de uma gravidez não planejada.
  • Sempre que houver contato entre mucosas e secreções genitais, há risco de transmissão e ISTs. Se houve algum problema com o preservativo e você suspeita que seu (sua) parceiro (a) possa ter alguma doença venérea, procure um médico para receber orientações de como proceder. 

Sexo virtual também precisa de proteção

As relações íntimas pela internet também podem causar problemas de saúde. O compartilhamento de fotos de nudez (nudes) tem sido usado por golpistas ou mesmo como forma de vingança por meio das redes sociais. Ter a intimidade vazada na internet pode provocar desespero, estresse, depressão e até mesmo o suicídio.  

Para diminuir o risco, proteja-se!

  • Não compartilhe nudes que mostrem seu rosto ou tatuagens que possam identificá-lo (a).
  • Assim que visualizar a imagem, apague-a do seu aparelho.
  • Crie senhas diferentes para cada aplicativo/conta que você usa no seu aparelho.
  • Não compartilhe imagens que você recebe e que você desconfia que foram enviadas sem o consentimento da pessoa que aparece na foto.
  • Se tiver problemas, registre Boletim de Ocorrência na Polícia Civil da sua cidade. 

Gostou deste artigo? Este você pode compartilhar!

Cuidar de você. Esse é o plano.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *