Exercitando o cérebro: como a atividade física ajuda a combater e tratar doenças neurológicas

A ciência comprova por meio de estudos em várias partes do mundo que a prática constante de exercícios físicos previne e controla doenças que consomem a massa cinzenta. 

O que é a massa cinzenta?

A massa cinzenta é a camada externa do cérebro e faz parte do sistema nervoso central. É como se fosse o processador de informática. É composta por corpos celulares de neurônios e é responsável por interpretar os impulsos nervosos das regiões do corpo até o encéfalo, produzir impulsos e coordenar atividades musculares e reflexos. A substância cinzenta inclui regiões do cérebro envolvidas no controle muscular e percepção sensorial (como visão e audição, memória, emoções e fala).

Exercícios x doenças

Cientistas que se debruçam nos estudos do cérebro já identificaram doenças que podem ser prevenidas ou amenizadas por meio da atividade física regular. 

1 • Alzheimer

Muito ligado à perda da memória, é o tipo mais comum de demência. No Brasil, afeta 1,2 milhão de pessoas. A atividade física já é associada à diminuição do risco de desenvolvimento, mas também pode ajudar a desacelerar a progressão da doença, pois os exercícios induzem transformações cerebrais para compensar a devastação de neurônios – fenômeno que, entre outras áreas, afeta o hipocampo, responsável pelas memórias recentes. De acordo com os estudos, exercícios aeróbicos – a exemplo de caminhada – são os mais indicados.

2 • Parkinson

A prática de atividades físicas estimula a produção natural de dopamina, neurotransmissor em falta no cérebro de quem tem Parkinson (doença caracterizada por rigidez, tremores e outras alterações motoras). Uma pesquisa realizada por uma clínica norte-americana indica que práticas intensas podem ser ainda mais úteis. Alongamento e  fortalecimento muscular também são importantes, assim como não deixar de tomar os remédios prescritos pelo especialista.

3 • Esclerose múltipla

A doença autoimune corrói a bainha de mielina (camada que protege os nervos para a manutenção dos impulsos elétricos), prejudicando os movimentos e a visão. Exercícios de força, especialmente aqueles que ativam a panturrilha, são essenciais para aprimorar a marcha. Práticas como caminhada e corrida são muito recomendadas para aliviar a fadiga, que está entre as queixas mais frequentes dos pacientes diagnosticados com esta condição.

4 • Epilepsia

Há indícios de que a prática regular e orientada de exercícios físicos reduza o número de ataques epiléticos e auxilie no equilíbrio cerebral. As atividades aumentam os níveis de noradrenalina e endorfina (neurotransmissores protetores) e ativam o sistema opioide (inibidor das crises). 

5 • Enxaqueca

Alguns estudos demonstram que a atividade física aeróbica, combinada com o medicamento, melhora a resposta ao tratamento da enxaqueca. A principal aposta está na liberação de endorfina e serotonina, neurotransmissores que atuam como analgésicos naturais. Outro ponto a se considerar é que os exercícios aliviam a tensão e promovem um sono mais regular.

6 • Depressão e ansiedade

Os benefícios da atividade física para a saúde mental são evidenciados em uma farta documentação científica. Na depressão, os exercícios ajudam a encolher a dose dos medicamentos e até suprimem a necessidade (em casos mais leves, com o aval médico). Alterações fisiológicas provocadas pela depressão e pela ansiedade, a exemplo do aumento das inflamações e da elevação do cortisol (hormônio do estresse), podem ser revertidas com a prática de exercícios. 

7 • AVC

O Acidente Vascular Cerebral é a mais comum das doenças neurológicas e uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. Apesar de atingir mais os homens, nos últimos anos vêm crescendo as ocorrências entre as mulheres. Ela está associada a fatores de risco como hipertensão arterial, tabagismo, sedentarismo, doenças cardíacas, colesterol ruim (LDL) elevado, diabetes, obesidade e estresse. Atividades aeróbicas (caminhada, corrida, natação, bicicleta…) contribuem para neutralizar vários desses fatores de risco. Além disso, exercícios físicos – quando possíveis – também são essenciais para a reabilitação motora e funcional e para prevenir novas ocorrências em pacientes que já sofreram AVC. 

Mude1Hábito

O movimento nacional da Unimed promove uma onda de cuidado em todo o Brasil, incentivando as pessoas a viverem da melhor forma possível, seja por meio da alimentação saudável, prática de exercícios, encontro do equilíbrio emocional ou pela busca de qualquer mudança que seja capaz de transformar o modo de ver o mundo. Pela sua qualidade de vida, exercite-se!

Gostou destas informações. Compartilhe nas suas redes sociais!

Cuidar de você. Esse é o plano.

Read More

Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio – 10 de setembro

O dia mundial da prevenção e a campanha Setembro Amarelo, foram criadas para prevenir, conscientizar e dar visibilidade aos debates e pesquisas sobre o tema. 
O assunto ainda é complexo e enfrenta muitos tabus e preconceitos, fato que ressalta ainda mais a importância da campanha e de suas ações. 
+ Saúde mental: como acolher os sentimentos de medo e melancolia durante a pandemia?

Como surgiu o Setembro Amarelo?

A campanha Setembro Amarelo teve início nos Estados Unidos, quando um jovem muito querido, deu fim à própria vida no ano de 1994. Em seu funeral, seus amigos prepararam vários cartões e fitas amarelas com a mensagem “Se precisar, peça ajuda” para distribuir às pessoas presentes.
Essa ação tomou enormes proporções nos Estados Unidos e expandiu-se por todo o país, tornando o laço amarelo como o símbolo da campanha Setembro Amarelo e do Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, estabelecidos globalmente pela OMS em 2003. No Brasil, a campanha é organizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em conjunto com o Conselho Federal de Medicina (CFM).

Quais são os sinais de uma pessoa que precisa de ajuda?

A tristeza em excesso e a perda da vontade de realizar atividades antes consideradas prazerosas, são alguns dos indícios da depressão, que muitas vezes leva ao ato de tirar a própria vida. Nestes casos, o isolamento também demonstra propensão aos sintomas depressivos.
+ Meditação: saiba como ela auxilia no combate à ansiedade e aprenda a praticar
A mudança de comportamento é outra forma de perceber quando algo está errado. Uso excessivo de álcool e drogas, direção perigosa, visual desleixado e manter relações íntimas sem proteção podem indicar um repentino desinteresse pela vida.
Quando a pessoa demonstra necessidade de tratar assuntos pendentes como pagar pequenas dívidas, viajar para visitar familiares e até mesmo oferecer objetos pessoais, são sinais de que o indivíduo pode estar tentando organizar sua vida antes de cometer o ato.
Por fim, as ameaças, que muitas vezes podem ser consideradas exagero ou forma de chamar a atenção das pessoas próximas, nunca devem ser ignoradas. Especialmente em casos em que já existem quadros depressivos ou problemas pessoais de grande relevância.

Como ajudar?

A ajuda profissional com psicólogos e psiquiatras ajuda a superar problemas pessoais e fases difíceis de nossas vidas, contribuindo para que o bem-estar e a vontade de viver prevaleçam sobre os pensamentos suicidas. Enquanto o psicólogo ajudará a encontrar maneiras de enfrentar angústias e anseios, o psiquiatra pode indicar o tratamento com medicamentos que combatam o quadro depressivo.
Vale lembrar que o apoio familiar e de amigos, colegas de trabalho e conhecidos é fundamental na vida das pessoas que sofrem com os transtornos mentais. Manter-se presente, sereno e, principalmente, ouvir sem julgamentos: não demonstrar nenhum tipo de desprezo sobre possíveis motivos que fazem a pessoa se sentir deprimida e infeliz. 
Locais como os CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), Unidades de Saúde da Família, consultórios psicológicos e urgências psiquiátricas também possuem extrema importância na prevenção e acolhem pessoas e familiares que enfrentam o problema, fortalecendo ainda mais a rede de apoio à causa.
Por fim, o Centro de Valorização da Vida (CVV), reconhecido como Utilidade Pública Federal desde a década de 1970, é mais um grande aliado para a prevenção. É possível conversar e obter apoio de voluntários por meio do atendimento por meio do telefone 188 ou via chat no site oficial do CVV, com atendimento 24 horas por dia. 

Read More

Como o sono influencia na nossa saúde

A qualidade do sono é um fator essencial para uma vida saudável. É por meio dele que você abastece a energia para as tarefas do dia a dia. Além de ditar o ânimo da rotina, o sono tem grande responsabilidade na manutenção da saúde física e mental. 
De acordo com pesquisa realizada pela Associação Brasileira do Sono (ABS), 73 milhões de brasileiros sofrem de insônia. Esses números se intensificaram durante a pandemia do coronavírus, tanto que a palavra “insônia” foi mais buscada no Google em 2020 do que nos anos anteriores. Com a mudança na rotina, o isolamento social e mais tempo em casa, o sono também foi afetado. Para quem passou por período de home office, as atividades laborais foram tomando conta da casa: na cozinha, na sala ou no quarto, o rodízio de lugares para trabalhar vão mudando conforme os dias passam. A técnica é muito recomendada por profissionais especialistas, mas há restrição quanto ao uso do quarto para exercer o trabalho, pois o cérebro humano entende que ali é um local de descanso. Quando você começa a levar trabalho para a cama, isso começa a se confundir, podendo levar a episódios de insônia e ansiedade. Essa pode ser, inclusive, uma das razões pelas quais você se sente mais cansado (a) e indisposto (a) durante o período de trabalho.
+ Dicas para se sair bem no home-office
Abaixo, a Unimed Cascavel destaca os principais motivos da insônia, dicas para melhorar a qualidade do seu sono e a importância disso para a sua saúde. Confira:
 

Hábitos que prejudicam a qualidade do sono

É importante entender que insônia não é doença, mas um sintoma. É a manifestação de que algo não anda bem e deve ser investigado. A causa principal são hábitos prejudiciais que podem comprometer a qualidade do sono inicial (antes de adormecer) ou durante a noite. Confira a lista com alguns hábitos atrapalham uma boa noite e de sono e veja se você costuma cometê-los:

  • Uso do celular pouco tempo antes de dormir: A exposição noturna à luz do celular prejudica o sono por conta da iluminação proveniente da tela. A luz azul corta a secreção de melatonina, hormônio que age diretamente nos padrões de sono. Além disso, o celular induz a pessoa a se manter ativa e agitada, evitando que o cérebro entre em estado de descanso e relaxamento.
  • Cafeína em excesso: Os brasileiros não resistem a um cafezinho, certo? Mas é preciso estar atento aos altos níveis de cafeína no organismo. O excesso de café estimula a insônia e ainda pode agravar casos de ansiedade. O consumo seguro diário para adultos sem sensibilidade à cafeína é de, no máximo, 400 mg, o que equivale a cerca de 6 mg de cafeína por quilo de peso corporal.
  • Sedentarismo: A prática moderada e constante de exercícios físicos pode auxiliar no controle do sono, pois libera hormônios como a endorfina, que estimula o bem-estar.
  • Consumo de notícias ruins: Na pandemia do coronavírus, aumentou o consumo de notícias ruins. O medo da infecção e a perda de amigos e familiares também incitou os casos de insônia, pois elevou no organismo os níveis de cortisol (hormônio do estresse). Além disso, a ansiedade prejudica o adormecer e a constância do sono. Manter-se informado é muito importante, mas também é preciso reconhecer quando a quantidade de notícias prejudica o seu bem-estar. Caso se sinta muito afetado (a), não tenha receio em dar uma pausa. 
  • Ambiente bagunçado ou sujo: O corpo humano se adapta ao ambiente, reconhece texturas, cheiros, cores e reage positiva ou negativamente diante de cada uma dessas situações. Se você mantém o quarto muito bagunçado e/ou sujo, pode ser mais propenso a ter insônia (devido ao excesso de estímulos ao cérebro). Para garantir uma boa noite de sono, mantenha o ambiente sempre limpo e organizado para trazer a sensação de tranquilidade e descanso.
  • Uso de álcool: Ingerir bebida alcoólica à noite pode ajudar a adormecer, mas prejudica a qualidade do sono. O álcool altera os ciclos do sono e não permite que você chegue à etapa mais profunda (em que ocorrem os sonhos). Se o consumo for constante, pode causar insônia. Por isso, evite a ingestão contínua de bebidas alcoólicas. 

 

Qual a importância do sono equilibrado para a saúde?

Você já sabe que o sono auxilia no controle do humor, mas sabia que ele é também responsável pela saúde física e mental, interferindo até na perda ou ganho de peso? Não dormir o suficiente tem sido relacionado à falta de libido, ao ganho de massa corporal, à pressão alta, ao sistema imunológico enfraquecido, à paranoias e às alterações de humor, à depressão e ao maior risco de alguns tipos de câncer, bem como demência, diabetes, derrame e doenças cardiovasculares. 
+ Insônia: alimentos e hábitos para dormir melhor
Por outro lado, um sono equilibrado pode proporcionar diversos benefícios à saúde em geral, como o fortalecimento do sistema imunológico, a produção de hormônios de bem-estar, consolidação da memória, redução do estresse, melhora da concentração e da disposição. Por isso, fique ligado (a) ao tempo de sono recomendado conforme sua faixa etária:

  • Bebês: 12 a 16 horas
  • Crianças: de 9 a 13 horas
  • Adolescentes: de 8 a 10 horas
  • Adultos: de 7 a 8 horas

Higiene do sono

Especialistas recomendam uma série de hábitos chamados de “higiene do sono”. O termo se refere às maneiras de treinar o cérebro para reconhecer a hora de adormecer (e de continuar dormindo).
+ Meditação: saiba como ela auxilia no combate à ansiedade e aprenda a praticar
Aqui vão algumas dicas que podem ajudar na hora de adormecer e minimizar a insônia:

  • Caso tenha o costume de pensar muito em situações do passado ou do futuro, procure escrever esses pensamentos em um papel antes de ir para a cama. Dessa forma, o cérebro entenderá que “descarregou” e, então, dará espaço para uma mente mais tranquila.
  • Mantenha o ambiente escuro, evitando luzes fortes.
  • Afaste-se das telas (computador, celular, televisão) pelo menos duas horas antes de dormir.
  • Evite comidas pesadas perto da hora do sono.
  • Mantenha um horário regular para ir para a cama e treine o seu cérebro para entender que aquele horário é reservado para o descanso. Com constância, ele começará a sentir sono sozinho.
  • Crie um ritual noturno que ajude o seu corpo a relaxar. Coisas simples, como tomar um banho ou um chá, ajudam o corpo a descansar e fazer pausas.

 
Compartilhe esse artigo com alguém que precisa saber disso. Dúvidas ou sugestões, escreva para a gente!

Read More

Maternidade durante a pandemia: a jornada dupla que está adoecendo as mulheres

Ainda que a pauta sobre equidade de gênero esteja em alta, as mulheres ainda são as mais afetadas pelo trabalho não-remunerado. Cuidar da casa, trabalhar, cuidar dos filhos, ser responsável pelas refeições e limpeza são algumas das funções acumuladas que já eram cansativas antes da pandemia, e que agora têm levado muitas mulheres à exaustão.

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, mostram que as mulheres realizam serviços domésticos durante 18,5 horas por semana, em comparação com 10,3 horas semanais gastas pelos homens. O estudo avaliou as atividades antes da pandemia, que trouxe um novo cenário de isolamento, homeoffice, fechamento de creches, escolas e mais tempo em casa. A história é ainda mais preocupante quando pensamos nas mulheres que não têm a possibilidade de ficar em casa, atrelada à falta de um responsável para cuidar das crianças durante o período de trabalho, o que gera ansiedade e estresse.
O trabalho remoto também traz uma realidade alarmante: para as mulheres, o isolamento social significa mais horas trabalhando, mais gente em casa, tendo que dividir a atenção entre o computador e os filhos, pensando na comida, na louça, na casa, nos horários de cada um. Essa rotina ininterrupta de esforço extremo está sobrecarregando as mulheres, sobretudo aquelas que são mães, fazendo com que desenvolvam transtornos psicológicos como ansiedade, depressão e estresse intenso.
A preocupação com o aumento da desigualdade durante a pandemia fez a Organização das Nações Unidas (ONU) lançar uma cartilha sobre os direitos das mulheres em meio à crise. O folheto “Gênero e Covid-19 na América Latina e no Caribe” coloca em pauta questões como a garantia do acesso a serviços e cuidados de saúde sexual e reprodutiva, trabalho não-remunerado, violência doméstica, entre outros assuntos. O objetivo é alertar as autoridades sobre o impacto da pandemia na vida das mulheres e garantir a dimensão de gênero nas medidas tomadas durante a crise. Para acessar a cartilha na íntegra, clique aqui.
Nesse momento, é preciso olhar com carinho e cuidado para essas mães, entendendo as suas necessidades pessoais e desmistificando estereótipos que reforçam a ideia de que as mulheres precisam suportar tudo para se manterem no padrão de ‘mães exemplo’, afastando-as cada dia mais da saúde mental, dos momentos de lazer e da sua singularidade.

Como identificar a exaustão emocional

A exaustão emocional se caracteriza pelo estresse acumulado, tanto na vida pessoal como profissional. É quando você se sente emocionalmente e fisicamente esgotado. Com o tempo, esse estado crônico de estresse pode causar danos à saúde, por isso é importante procurar um médico caso você sinta os seguintes sintomas:

  • Alterações gástricas ou intestinais
  • Dificuldade em dormir
  • Irritabilidade
  • Fadiga física
  • Desmotivação
  • Falta de atenção
  • Apatia
  • Dores de cabeça
  • Mudança no apetite
  • Nervosismo
  • Dificuldade de concentração
  • Pouca energia
  • Tristeza repentina

 

Como melhorar a rotina para evitar a exaustão

Evite se cobrar tanto: quando você acumular funções, tente parar e pensar que você não precisa ser perfeita ou aguentar tudo. Lembre-se que, antes de ser mãe, você é um ser humano com emoções complexas, necessidades e vontades próprias. Faça o que pode e respeite o seu limite.
Fale com você como falaria com uma amiga: se uma amiga te dissesse que está exausta por cuidar de todas as tarefas de casa, você a julgaria ou a acolheria? Nós costumamos entender e sentir empatia pelo outro, mas estamos sempre prontos para nos cobrar, culpabilizar e exigir a nossa perfeição. Você falaria com alguém do jeito que fala consigo mesma? Não? Então é hora de se tratar com mais carinho e respeito.
Tente delegar funções: numa casa composta por mais de uma pessoa, é importante que a divisão das tarefas seja justa. Distribua as responsabilidades para que você não fique sobrecarregada.
Respeite o tempo de dormir: varar as noites não é saudável e tem impactos na saúde física a longo prazo. Se possível, determine um horário para o sono e evite realizar tarefas nessa hora. Dessa forma, o seu corpo descansa e se recarrega para as tarefas do dia seguinte.
Converse com amigos que te fazem bem: ainda que virtualmente, conversar com amigos faz a nossa cabeça se desligar das funções do dia a dia. Ligue para um amigo e coloque o papo em dia.
 
Lembre-se: a saúde mental é importante e deve ser acompanhada por um profissional especialista. Cuide-se! 🙂

Read More

Meditação: saiba como ela auxilia no combate à ansiedade e aprenda a praticar

O autocuidado é um tema que ganhou destaque durante a pandemia. Termos como “meditação” e “mindfulness” registraram recorde de busca em comparação aos últimos 16 anos, segundo dados do Google. Por outro lado, pesquisas sobre ansiedade e depressão também tiveram destaque. 
Os transtornos psicológicos, como a ansiedade e a depressão, não eram muito debatidos e ganharam maior visibilidade com o isolamento social. A solidão, a insegurança e o medo fizeram com que muitas pessoas tivessem o seu primeiro contato com essas patologias. Além disso, aqueles já diagnosticados também tiveram mais atenção, o que trouxe mais visibilidade e discussões sobre temas que englobam saúde mental.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), antes da pandemia o Brasil já era o país mais ansioso do mundo e, também, apresentava a maior incidência de depressão da América Latina, impactando cerca de 12 milhões de pessoas. Durante a pandemia, a situação se agravou: estudo realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UEFJ) revelou um aumento de 90% nos casos de depressão. Já o número de pessoas com crises de ansiedade e sintomas de estresse agudo praticamente dobrou entre março e abril de 2020.
Com os números alarmantes, alternativas e tratamentos ganharam mais notoriedade. Um deles foi a prática da meditação, que consiste na atenção plena, foco no presente e relaxamento do corpo. É importante pontuar que, ainda que traga benefícios cientificamente comprovados, a meditação não exclui a necessidade de um diagnóstico feito por um profissional. Os tratamentos para transtornos psicológicos devem ser avaliados por um médico especializado, considerando cada caso.
Para amenizar os sintomas da ansiedade e depressão em casos mais leves, a meditação se mostra um instrumento muito poderoso no controle dessas patologias. Isso porque ela é uma forma de se colocar no aqui e agora, tirando da mente pensamentos sobre o futuro, que são geradores de ansiedade. Além disso, o exercício de focar na respiração ajuda a relaxar a musculatura, trazendo sensação de prazer e alívio.
 

Principais benefícios da meditação

Os benefícios da meditação são cientificamente comprovados e podem ser notados a curto prazo, sendo eles:

  • Melhora do foco e concentração;
  • Diminuição de pensamentos que produzem ansiedade;
  • Relaxamento muscular;
  • Melhora do estresse;
  • Diminuição dos sintomas depressivos;
  • Melhora do humor;
  • Potencialização do autoconhecimento e autoestima;
  • Controle de emoções;
  • Melhoria na qualidade do sono.

 

Dicas para começar hoje mesmo

A meditação não tem regras. Ao contrário do que se pensa, há muitas formas de praticar e a busca pela prática ideal só se dá através da tentativa. É claro que, no começo, pode parecer difícil. Mas com o tempo você vai encontrando os métodos que mais funcionam para você. Abaixo, listando algumas dicas que vão te ajudar nesse processo:
 
Respeite o seu tempo
Ao iniciar a prática, muitas pessoas se prendem ao tempo da meditação. A verdade é que não existe uma duração ideal para o exercício, o tempo ideal é aquele onde você se sente confortável. Não se prenda aos padrões e não se compare com quem tem mais experiência: comece com 5 minutos – ou menos – e vá aumentando conforme sentir a necessidade. Respeite o seu tempo e tenha paciência com a sua evolução.
 
Tenha constância
Assim como todo hábito, a meditação requer disciplina e treino. Quanto mais vezes você praticar, melhor você ficará. Reserve espaços na rotina para pequenas sessões de meditação e não sabote a sua jornada. Aprender requer tempo e constância.
 
Não se preocupe com divagações
A mente é um ambiente inquieto, cheio de informações e estímulos. É muito difícil (até mesmo para os experts) silenciar os nossos pensamentos. Não se irrite se no meio da prática você começar a divagar, pensar no jantar, na conta que tem que pagar ou no trabalho. Observe esses pensamentos, acolha e os deixe ir. 
 
Não espere ter o cenário perfeito
Não é preciso tapetes específicos ou incensos para começar. A meditação é uma prática simples e descomplicada, que pode ser inserida no dia a dia com facilidade. Você pode meditar na cama, antes de dormir; ou até mesmo na cadeira do trabalho. O importante é estar entregue ao presente momento, com foco e atenção.
 
Siga perfis e personalidades que pratiquem a meditação
As redes sociais podem te ajudar no processo de introdução ao mundo da meditação. Usar os nossos perfis nos canais on-line para seguir pessoas que têm esse lifestyle pode nos inspirar a praticar cada vez mais. Use a seu favor!
 
Aposte nos aplicativos e aulas no YouTube
Existem inúmeros aplicativos gratuitos que oferecem aulas de meditação guiada para quem tem dificuldade em se guiar sozinho. No YouTube, o leque também é grande. Procure por “meditação” e curta esse momento!
 
Gostou das dicas? Envie esse artigo para aquela pessoa que precisa desse momento de autocuidado.

Read More